quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Aceitar as diferenças na prática é o que ensina realmente

Em nossas palestras para Educadores ressaltamos muito a importância de caminharem juntos o discurso com o exemplo. Hoje encontramos nos jornais um exemplo disso.

Uma escola do Rio de Janeiro impediu um aluno de 12 anos de entrar para assistir as aulas porque estava usando guias (colares) de candomblé. Detalhe: o ensino religioso faz parte do currículo da rede municipal do ensino do Estado do Rio de janeiro. Vimos então uma incoerência. Se no discurso colocamos para nossas crianças - filhos ou alunos - que temos que respeitar as diferenças, sejam elas de cor, de raça ou de credo, mas na prática mostramos  preconceito,  como podemos esperar que esta crianças cresça sem a intolerância com as diversidades?

A educação acontece essencialmente a partir daquilo que a criança vive, e não daquilo que ela ouve apenas.

Por isso, pais e educadores, cuidem de suas atitudes. Pratiquem a tolerância, o respeito no dia a dia. Somente assim, poderemos esperar uma geração melhor, para nossos filhos e educandos.

Aluno é impedido de frequentar escola com guias de candomblé
Um estudante de 12 anos foi impedido de entrar na escola pública em que estudava por usar guias (colares) de candomblé no último dia 25 de agosto. O caso aconteceu na escola municipal Francisco Campos, no Rio de Janeiro, e foi divulgada nesta terça (2).

Segundo sua família, o menino já era vítima de preconceito há algum tempo -- ele decidiu adotar a religião há cerca de dois meses. Há um mês, a diretora já impedia a entrada do aluno na escola conforme relato da mãe. Após o acontecido, ele trocou de escola. Após a denúncia, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prometeu se encontrar pessoalmente com a mãe do garoto e o estudante para um pedido formal de desculpas.
Desde 2011, a rede municipal do Rio de Janeiro tem aulas de religião como parte do currículo. Em tese, as aulas abrangem diversas religiões, inclusive as afro-brasileiras.
Veja a matéria completa:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Site da Jovem Pan entrevista a Celi

O site da Jovem Pan  trouxe hoje uma matéria sobre a desorganização no quarto dos adolescentes. A Celi, foi consultada sobre o assunto. Veja abaixo e confira a  matéria na integra no link:
Já Celi Piernakarz, psicóloga especializada em organização, não acredita que o jovem gosta de bagunça, mas sim que ele não percebe como aquilo o incomoda.  “Quando ele não tem consciência, não liga para a bagunça. Mas às vezes a desorganização começa a incomodar e ele nem sabe o que está incomodando ou o que fazer”, explica ela.

O tema rende tanto assunto que Celi escreveu um livro em parceria com a jornalista Marilucia Gonçalves, sobre desorganização voltado para adolescentes: “Quem mexeu na minha bagunça?”. Na obra há orientações para ter uma vida mais organizada de forma simples.  

“Se chegou do colégio, tirou o uniforme, não deixa jogado, já separa para lavar ou guarda no armário. Atitudes simples assim mantêm o quarto organizado”.  Ela chama atenção para o fato que a organização não se restringe apenas ao quarto, mas também à alimentação, estudos, arquivos no computador, dinheiro e até emoções. Tudo está interligado.


Segundo a psicóloga, viver em um ambiente organizado traz prazer e satisfação. “Quando começamos a acumular bagunça, a gente se sente sem valor. A forma que cuidamos das coisas é um reflexo do que sentimos por dentro”, argumenta.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Entrevista com Celi e Marilucia

A jornalista, Monica  Martins, conversou conosco no Programa Contexto,  da TvClicBrasil, sobre  o livro Quem Mexeu na Minha Bagunça?

Num bate papo descontraído, conseguimos explicar  muitos pontos que abordamos no livro. Confira:



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como Evitar as Gripes e Resfriados

As baixas temperaturas do inverno promovem o aumento da incidência de gripes, resfriados e doenças respiratórias, especialmente entre as crianças. Com isso, passa a ser importante uma alimentação que reforce o funcionamento do sistema imunológico e amenize a ocorrência destes problemas.

No entanto, o clima frio acaba naturalmente diminuindo a ingestão desses nutrientes, pois diminui-se a oferta de frutas, verduras e legume, os quais caracterizam as principais fontes de vitaminas e minerais do cardápio.

A seguir algumas dicas para se manter a ingestão desses alimentos no inverno:
1.  Ofereça sopas e cremes de legumes e verduras, o que proporcionará uma sensação     favorável para as baixas temperaturas, e ainda fornecerá as vitaminas e minerais;
2.  Os legumes e verduras refogados podem ser preparados na manteiga ou azeite, o que ressalta o sabor e melhora a aceitação. Além disso, podem ser preparados junto com outros pratos, formando preparações variadas, como, por exemplo, arroz colorido (com legumes), frango com cenoura, macarrão com brócolis ou lasanha de berinjela;
3. Os sanduíches quentes, muito consumidos no inverno, devem ser preparados de forma equilibrada: O pão (energético), com um recheio de algum tipo de carne ou frios (construtores) e mais uma folha verde ou legumes (regulador) , que pode ser alface e tomate. Dessa forma, estará sendo oferecido um lanche gostoso, quentinho e equilibrado!
4. Apesar de frio, o tradicional suco de laranja deverá continuar no cardápio. Para incrementar o conteúdo de vitamina C, uma importante vitamina relacionada com ao sistema imunológico, adicione outras frutas ao suco, como a acerola e abacaxi.


Fonte:  RGNutri

Organização na volta às aulas

As aulas estão começando e é hora de organizar todo o material e uniforme da criançada. Muitas vezes no início do segundo semestre é necessário a compra de novas camisetas, agasalhos para o frio etc. E é muito importante que  tudo tenha o nome da criança, pois os uniformes são iguais e o material parecido, quando esquecidos ou perdidos pelo colégio se não tiverem a identificação será muito complicado achá-los.

Existem diversas formas de identificação, os materiais são mais fáceis, mas o uniforme requer mais cuidado Encontramos na loja Papagueno, que fica em São Paulo, uma solução muito interessante e prática de identificação de todo o material,  inclusive para as mochilas, equipamentos para aulas de esporte e mesmo para uso em casa. Com os  tags e etiquetas adesivas e termocolantes personalizadas, produzidos pela Papagueno, fica mais fácil de testar a responsabilidade dos pequenos sem prejuízos.

As tags ajudam a identificar mochilas, malas, necessaires e até alguns brinquedos

Já as etiquetas adesivas fixam em qualquer superfície. Para aplicar, basta tirar a capa protetora no verso da etiqueta
As termocolantes são indicadas para aplicação em tecido e são aplicadas facilmente
com a ajuda de um ferro sem vapor

Papagueno
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1330
Fone 11 2507-7985 ou 3085-3950

terça-feira, 22 de julho de 2014

Postura correta, coluna sem problemas

Mochilas muito pesadas, sedentarismo e outros hábitos inadequados prejudicam a coluna
das crianças. É hora de mudar e promover o bom desenvolvimento do corpo todo
Estima-se que 80% dos problemas posturais nos adultos têm início na infância, devido aos maus hábitos durante o período escolar. Sentar-se de forma inadequada, com as costas tortas ou com uma perna dobrada embaixo da outra, por exemplo, é um dos fatores que podem provocar o encurvamento da coluna.

 “Postura inadequada ao carregar mochilas e materiais escolares e carga excessiva não controlada e mal distribuída tendem a gerar problemas de coluna como a escoliose, a hiperlordose e a hipercifose”, alerta o fisioterapeuta Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral.

Mas o que são esses problemas?
Saiba mais sobre algumas das principais deformidades na coluna que podem surgir desde cedo:

- Hiperlordose: é o aumento da curvatura da lombar e pode ser acompanhada por dor. A fraqueza dos músculos da região, do tórax e do abdômen (muitas vezes causada por falta de atividade física), além de sentar-se com a coluna torta, podeprovocar ou piorar o encurvamento. “Se os pés não tocam no chão, por exemplo, a região lombar acaba sem apoio, provocando a hiperlordose”, destaca o fisioterapeuta.

- Hipercifose: é uma alteração na curvatura da coluna torácica, ou seja, é um aumento da “corcunda”, formando um “C” acentuado, e geralmente está acompanhada dos ombros enrolados para frente. Ficar muito tempo na mesma posição, carregar mochilas pesadas e usar salto alto favorecem o desenvolvimento do problema.

- Escoliose: é o encurvamento da coluna para um dos lados, formando um “S”. Em crianças e adolescentes, o tipo mais comum é a escoliose idiopática, que não possui causa conhecida. Contudo, o problema pode ser degenerativo, causado por fraqueza muscular ou paralisia cerebral, por exemplo; ou congênito, que ocorre pela malformação dos ossos da coluna vertebral do bebê.

Em cada 10 adolescentes com escoliose, nove são meninas, porém ainda não se sabe as causas dessa proporção. Diferentemente dos problemas citados anteriormente, a escoliose não tem tanta relação com os hábitos posturais. “Assim, a escolha do tratamento mais adequado leva em consideração fatores como o tipo de escoliose, a faixa etária do paciente, o grau do desvio e os sintomas apresentados”, diz o ortopedista Rogério Vidal de Lima. Podem ser indicados uso de colete e cirurgia (quando a curvatura é grave).


Reeducando a postura
É fundamental prestar atenção à postura das crianças quando estão sentadas – já que passam muito tempo nessa posição na idade escolar – e também de pé, pois andar encurvado já é uma alteração na coluna que pode influenciar ombros e cabeça.

Caminhar com as costas curvadas para frente e a cabeça baixa podem ser resultado da timidez, principalmente em meninas que, durante a fase da pré-adolescência, tentam esconder as mudanças corporais, como o crescimento dos seios. “A saúde dos indivíduos durante a fase de crescimento e desenvolvimento possui uma relação direta com o estudo, o ambiente escolar, lazer, vida familiar e outras atividades sociais. Assim, a hipercifose, por exemplo, pode ocorrer também por fatores psicológicos, como a timidez”, salienta Montenegro.


Segundo o especialista, o simples fato de observar as crianças já auxilia na detecção de anormalidades na postura, que também podem ser verificadas por professores nas aulas de educação física, por exemplo. Caso haja alguma alteração suspeita, a criança deve ser avaliada por um ortopedista. Orientar os pequenos sobre a boa postura principalmente em momentos de estudo é essencial para corrigir a posição da coluna.

Fisioterapia também pode ajudar no processo, com atividades como pilates e RPG (reeducação postural global). “O RPG é o mais utilizado e com amplo respaldo científico quanto à sua eficácia. O pilates atua na tonificação principalmente da região abdominal, auxiliando na estabilização da coluna”, diz Montenegro.

Cuidado com os hábitos
Para preservar a saúde da coluna na infância e na adolescência, os pais devem ficar atentos não só com a postura dos filhos dentro de casa, mas também com outros fatores, como:

- Peso das mochilas: segundo estudos da Universidade de São Paulo (USP), o ideal é que o peso transportado na mochila seja de, no máximo, 10% do peso corporal. Ou seja: uma criança que pesa 30kg deve carregar menos do que 3kg.

- Uso precoce de salto alto: ao usar esse tipo de calçado, a pessoa tende a projetar o centro de gravidade para a frente, o que prejudica principalmente as crianças, que estão em fase de desenvolvimento da estrutura óssea.
- Falta de atividade física: o sedentarismo pode prejudicar o desenvolvimento muscular da região da coluna vertebral. “A musculatura fraca, juntamente com as alterações posturais, pode levar a deformidades. A escolha do exercício físico deve estar adequada à idade e ao desenvolvimento da criança. Natação livre, basquete e handball, por exemplo, promovem uma extensão adequada da coluna”, indica o fisioterapeuta.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos anos, 85% da população terá problemas na coluna, resultantes de maus hábitos como uso de salto alto enquanto crianças

Na maioria dos casos de escoliose em crianças e adolescentes, o tratamento é dispensado. A cirurgia só é indicada quando há desvios severos na coluna ou quando surgem problemas associados, como alteração na força e na sensibilidade das pernas


sexta-feira, 18 de julho de 2014

6 razões para ler com seu filho nas férias

Não é tão simples desenvolver o gosto pela leitura, mas é aos poucos - e na companhia de leitores experientes - que as crianças e adolescentes se interessam pelos livros.

As férias escolares são esperadas por todos os alunos. Sem os compromissos escolares, eles podem merecidamente descansar, brincar e curtir um tempo ocioso. Mas os dias de descanso não significam uma pausa na aprendizagem: ela pode ocorrer em qualquer lugar!

É aí que entram os pais, que podem aproveitar esse momento para se aproximar de seus filhos e curtir momentos em família.

Ler é um hábito poderoso que nos faz conhecer mundos e ideias. Descubra a importância da leitura para todas as idades!

Nas férias podemos fazer coisas para as quais não encontramos tempo na correria cotidiana. A leitura é uma delas! Aqui você encontra boas razões para ler com ele nas férias:

Ajuda a não perder o ritmo de aprendizagem
As férias devem ser um período de descanso para seu filho, mas fique atento para que este relaxamento não o faça perder o fio da meada. Frequentar museus, cinemas e exposições são boas alternativas. E outra, que se faz em casa mesmo, é ler para ele ou incentivá-lo a ler sozinho.

A aprendizagem não acontece de forma fragmentada, como se fossem várias gavetinhas onde se separam as meias das camisetas. O que vocês descobrem juntos a partir da leitura irá somar-se ao repertório de conhecimento de vocês. Então, passarão a conhecer novos livros, autores e ilustradores, poderão se encantar e aprender com a linguagem literária, ganharão maior fluência e fôlego na leitura de livros mais extensos.

Todas essas experiências, independentemente se acontecem na escola, em casa ou em outros momentos da vida de seu filho, contribuem para torná-lo mais interessado, envolvido e informado sobre o universo cultural e literário.

Mostra que a leitura é um prazer

É esperado que a escola solicite aos alunos que leiam livros como atividades obrigatórias e periódicas, que são, na maioria das vezes, escolhidos pelos próprios professores ou definidos pelos currículos nacionais.

No entanto, nas férias, a proposta é outra. É o momento de escolher o que queremos ler. É muito diferente quando enfrentamos a leitura de um livro porque ele atende a uma curiosidade nossa, seja porque a temática nos interessa, seja pelo autor que o escreveu ou seja porque foi indicado por um amigo.

A experiência de escolher o que se deseja ler também deve ser aprendida. Não é tão simples fazer uma escolha dentre tantas opções disponíveis nas estantes. Então, caso seu filho não se mostre estimulado com a ideia, ajude-o fazendo comentários sobre as obras, chamando-lhe a atenção sobre aspectos que podem lhe interessar, como: "olhe só, esse livro é sobre uma aventura na selva!", "essa história foi escrita por um autor que você conhece e gosta muito", "quando eu era pequeno, adorava essa história, acho que você também pode gostar!", "esse livro tem vários contos, podemos ler juntos".

Aos poucos, ele vai se habituar a ler, e mais: vai começar a optar pelas suas leituras, terá cada vez mais critérios para fazer suas escolhas. O importante é dar o primeiro passo!

É um bom divertimento para os dias de chuva
Está chovendo? Nesta hora, um livro pode ser uma ótima companhia para sentar ou deitar em um lugar confortável e esperar a chuva passar. Ana Maria Machado, consagrada autora de livros infantis, escreveu um livro que, além de divertir, pode dar ótimas ideias!

Em Dia de Chuva, as crianças não se desanimam com as gotas que não param de molhar a janela. Vivem grandes aventuras sem sair da sala de casa: as almofadas do sofá se transformam em elefantes, as cadeiras, nos troncos das árvores e o inofensivo cachorrinho da casa, em uma fera. As ilustrações têm um papel importante nesse livro, pois, enquanto a narrativa relata a fantasia criada pelas crianças, as imagens contam a mesma história de outro ponto de vista.

Outros livros também podem ser boas opções. Consulte nossas sugestões de livros e veja que outras obras podem agradar seu filho

Bibliotecas são uma ótima maneira de passar o tempo livre
Uma boa ideia é aproveitar os dias livres para ficarem sócios de uma biblioteca! Você pode acompanhar seu filho e juntos fazerem um reconhecimento do espaço.
Os livros estão separados por temas? Por faixa etária? O que compõe o acervo: apenas livros ou há revistas, gibis, filmes e outros? Como é feita a catalogação dos materiais? Podem ser emprestados? Como funciona? 

Esse primeiro reconhecimento, em sua companhia, poderá tornar este ambiente mais amigável e convidativo para visitas futuras. Chame a atenção dele para o modo como os livros estão organizados e como se faz para localizá-los nas estantes. Essa etapa é fundamental para que ele possa aprender a fazer buscas com maior autonomia. Apresentem-se para a bibliotecária: provavelmente ela saberá informá-los sobre como devem proceder para se tornarem sócios e quais são as regras de empréstimos de materiais.

Caso você tenha perdido o hábito de frequentar bibliotecas, aí está uma ótima oportunidade de retomá-lo. Esses espaços vêm se modernizando e hoje abrigam um acervo mais vasto do que foi em outros tempos. Além disso, são uma boa alternativa para fazer empréstimos de livros no lugar de sempre comprá-los e, também, uma forma de potencializar os encontros com a literatura e com os espaços de leitura.


Fonte:   Educar para Crescer